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O Surgimento das Organizações

     

Antes de conceituar as organizações, é interessante entender porque elas existem: as organizações existem, pois todos precisaram de bens e serviços para viver e são as organizações as responsáveis por produzir esses bens e serviços.

Portanto as organizações existem para atender às necessidades e desejos da sociedade e do mercado. Nem sempre houve a necessidade de ser juntar pessoas e recursos a fim de produzir bens ou serviços para atender a sociedade.

Contudo, atualmente, as organizações ganharam complexidade e volume. As organizações estão expandindo e melhorando a cada dia, impulsionadas pela alta competitividade e exigência da sociedade. A organização é um sistema planejado de esforço cooperativo no qual cada participante tem um papel definido a desempenhar e deveres e tarefas a executar. A exigência de o homem relacionar seu comportamento com o de outras pessoas, visando atingir um objetivo, gera a organização social. Na organização social encontramos o elemento comportamento, gerado pelo estímulo e o elemento estrutura, que são categorias de comportamentos ou conjuntos de comportamentos agrupados.

 

As empresas são Organizações divididas em três tipos segundo sua complexidade:

Empresa de 1º tipo, isto é, empresa tradicional, de tecnologia simples, de produção rotineira, de ambiente estável, mecanicista, com ênfase em suas próprias atividades.

Organizações

Organizações

Empresa do 2º tipo, isto é, empresa um pouco mais complexa, tanto no que diz respeito à tecnologia utilizada quanto no que se refere ao cenário de produção, não tão programável, de ambiente de certa complexidade, com ênfase no indivíduo, procurando motivá-lo no trabalho, portanto organiza.

Empresa do 3º tipo, isto é, empresa de tecnologia de ponta, às vezes nova, de ambiente de alta incerteza, turbulento, de alta interdependência entre suas diversificadas áreas, com ênfase grupal, buscando a mobilização da força de trabalho, induzindo a uma abordagem adhocrática e contingencial, com estruturas predominantemente temporárias.

 

As organizações perseguem o alcance de objetivos que podem ser ou não direcionados à lucratividade. Quando este é seu foco, são identificadas como empresas, cuja finalidade é a auto-sustentação, através do excedente dos resultados financeiros, obtido através da integração das pessoas e dos recursos financeiros, físicos, tecnológicos e mercadológicos, dentre outros.

Para atingirem com eficiência esse propósito, necessitam não só de empregados satisfeitos e comprometidos como também, ter sido gerada por necessidades da coletividade. É por este motivo que as organizações têm caráter próprio, desenvolvendo uma identidade singular.

Esse caráter evolui na mesma medida em que se desenvolve o caráter das pessoas que nela trabalham. Por isso, as organizações podem ser consideradas como formações sociais intencionalmente elaboradas.

As organizações existem para realizar as metas que os indivíduos, isoladamente, não teriam condições de atingir, tornando possível a satisfação de seus diferentes motivos: espirituais, emocionais, intelectuais, econômicos e sociais.

Assim, a grande questão que se apresenta para a eficácia das organizações é a competência das pessoas que nela atuam para conviver e trabalhar bem com o outro, e não apenas as competências mentais, físicas ou manuais.

A disponibilidade para contribuir nas organizações varia intra e inter-individualmente no decorrer do tempo, não somente em função das diferenças apresentadas pelos seus integrantes, como também em função do sistema de recompensas praticado pela organização.

As relações que estruturam as organizações são coletivas e mediadas pela existência dos meios de produção, abrangendo e conectando a coletividade.

Munidos de instrumentos de trabalho, os agentes sociais interagem no espaço da organização, processando matérias-primas e as transformando em produtos finais.

As relações de trabalho definem a forma de relação entre os agentes, a partir de sua atuação no processo de trabalho: quem comanda, quem opera, quem concebe.

As relações de propriedade definem a forma de relação dos agentes, com base na capacidade efetiva de se apropriar dos excedentes econômicos gerados pelo trabalho, os quais determinam as posições ocupadas pelos agentes ser ou não proprietário e delimitam as suas respectivas classes sociais.

Estas relações coletivas incluem também relações de poder e saber. A integração a uma destas classes define também a medida do sucesso profissional, principalmente quando existe ascensão, embora esta pertença seja relativizada pela classe da qual o sujeito é oriundo.

A estrutura da empresa e a organização do trabalho repercutem profundamente nas relações de trabalho, pois refletem a filosofia adotada em relação aos empregados e, assim, interferem nas decisões que envolvem a gestão de pessoas.

Também revelam o seu investimento para desenvolver e possibilitar maior ou menor autonomia e capacidade de decisão nessas pessoas, o nível e amplitude dos conhecimentos que proporcionam ou estimulam a buscar na direção do crescimento pessoal e profissional e, portanto, determinam se o trabalho vai alienar ou desenvolver e energizar o trabalhador.

 

Nas organizações, as pessoas desempenham determinados papéis.

Um indivíduo desempenha vários papéis, pois participa de diversas organizações e grupos, suportando, por isto, um grande número de normas diferentes.

Estas normas são direcionadas para restringir o papel do homem, para uniformizar o comportamento de dois ou mais membros do grupo ou organização.

Desta forma, com um comportamento mais uniforme, o risco de surgirem conflitos é menor e a administração da organização torna-se mais fácil.

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